Segundo estudo, o Mercosul seria o maior beneficiário agrícola do acordo com a UE

19 November 2016

Com vistas a responder às inquietações do setor agrícola da União Europeia (UE), o bloco acaba de divulgar estudo em que são analisados diferentes segmentos da agricultura em 12 acordos dos quais a UE participa. Segundo o documento, caso os países do Mercado Comum do Sul (Mercosul) superem seus problemas de infraestrutura, serão os maiores beneficiados com as exportações agrícolas para a UE.

 

De acordo com a Comissão Europeia, responsável pelo estudo, em 2025 os países do Mercosul – e principalmente o Brasil – poderão ser os principais fornecedores de açúcar, oleaginosas, carne bovina e suína e de carne de frango para a UE. Esses produtos viriam a responder por 24,5% (€ 14 bilhões) das estimativas de importação do bloco europeu naquele ano. Para tanto, os problemas de infraestrutura enfrentados pelos países sul-americanos deverão ser solucionados total ou parcialmente.

 

Nessa direção, o comissário europeu de Agricultura, Phil Hogan, reafirmou que os países do Mercosul precisam moderar suas demandas em relação à carne bovina para que o acordo de livre comércio birregional possa ser concluído. Em setembro, o Mercosul havia solicitado o engajamento dos blocos na negociação do acordo (ver Boletim de Notícias Pontes).

 

Além dos países do Mercosul, os Estados Unidos aparecem como o segundo maior beneficiário nas estimativas de importação agropecuária da UE para 2025, com € 4,8 bilhões (8,4% das importações). Em seguida, o estudo menciona Turquia e Nova Zelândia, com € 1,8 bilhão cada; e Indonésia, com € 1,7 bilhão.

 

Para a Comissão Europeia, esses dados mostram que uma boa estratégia para a UE seria valorizar o livre comércio agrícola com terceiros países, pois o bloco poderá beneficiar-se com um menor número de barreiras não tarifárias e da diminuição da proteção por indicações geográficas. Tal estratégia melhoraria as exportações do bloco de produtos lácteos e de carne suína para Estados Unidos, América do Sul e Japão e poderia aumentar as exportações de vinhos e outras bebidas alcoólicas.

 

Por outro lado, o documento sublinha a necessidade de um controle dos volumes de produtos importados considerados sensíveis, como carnes, arroz, trigo, açúcar e lácteos. Assim, a negociação deve passar pela definição de cotas tarifárias para esses produtos – como no caso das tratativas sobre carne bovina com o Canadá, e sobre arroz, com o Vietnã.

 

O estudo mostra, ainda, que mais de um terço das importações de carne bovina da UE proviriam do Mercosul (23%). O bloco sul-americano também poderia ampliar sua venda de açúcar ao bloco europeu.

 

Reportagem Equipe Pontes

 

Fontes consultadas:

 

Bilaterals. España pide defender al agro europeo en TLC con Mercosur. (15/11/2016). Acesso em: 18/11/2016.

 

Conselho da União Europeia. Estudo sobre o impacto das concessões no âmbito dos acordos de

comércio livre sobre os produtos agrícolas. (07/11/2016). Acesso em: 17/11/2016.

 

Valor Econômico.Mercosul tende a ser o “vencedor agrícola” nas negociações da UE. (17/11/2016). Acesso em: 17/11/2016.

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