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Ministros
afirmam que NAFTA é um grande êxito
"Um grande êxito". Foi assim que os ministros de
defesa dos três países que compõem o Acordo
de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA, sigla
em inglês) qualificaram os resultados do mesmo após
15 anos de sua entrada em vigor, durante Reunião Ministerial
da Aliança para a Segurança e Prosperidade da América
do Norte (SPP, sigla em inglês), ocorrida nos dias 27 e 28
de fevereiro.
Segurança
é tema prioritário
"Não há desenvolvimento sem segurança,
e não há segurança sem desenvolvimento".
Esse foi o mote da reunião da SPP, que apóia o fim
do crime organizado, fomenta a cooperação entre os
países e busca soluções inovadoras nesta matéria.
Outros temas
analisados pelos ministros foram: concorrência, segurança
alimentar e de produtos, energia e meio ambiente, fronteiras seguras
e inteligentes e gestão de emergências. No que diz
respeito à concorrência, foi realçada a necessidade
de desenvolver a implementação de uma estratégia
de combate à pirataria e à falsificação.
Foi igualmente decidido que será dado prosseguimento aos
trabalhos sobre cooperação regulatória para
a promoção de iniciativas setoriais, com atenção
especial para o setor automotivo.
O tema da segurança
centrou-se na necessidade de estabelecer controles em matéria
de segurança alimentar, bem como no interesse dos países
em reforçar a segurança de suas fronteiras. Os ministros
não fizeram menção à polêmica
lançada pela recente proposta dos pré-candidatos democratas
à Presidência estadunidense, Hillary Clinton e Barack
Obama, de revisar o NAFTA ou até mesmo de denunciar os Estados
Unidos da América (EUA) do mesmo.
Essa reunião
foi uma preparação para a próxima Cúpula
de Líderes da América do Norte, a ser celebrada nos
dias 21 e 22 de março em Nova Orleans, EUA.
Democratas
e NAFTA: mera retórica ou plano de governo?
Revisar o NAFTA ou sair dele? Às vésperas da reunião
ministerial da SPP, a proposta dos pré-candidatos democratas
divulgada no debate de 26 de fevereiro em Ohio caiu como uma bomba
sobre políticos, analistas e imprensa dos três países
integrantes do NAFTA. Durante o debate, os pré-candidatos
mostraram-se contrários à aprovação
de tratados de livre comércio e, em particular, atribuíram
ao NAFTA as funestas conseqüências de desemprego, que
afirmam assolar as cidades industriais de Ohio.
Reações
domésticas
Para Susan Schwab, representante de comércio dos EUA, este
não é o momento de rejeitar oportunidades de novas
exportações nem de sair de tratados de livre comércio
já existentes, em reação às declarações
de Obama e Clinton. Susan Schwab não acredita na relação
direta entre perda de empregos e comércio e assegurou que,
no máximo, é possível atribuir ao comércio
uma perda de 3% sobre o número de empregos.
Alguns analistas
consideraram que revisar o NAFTA seria o equivalente a abrir a caixa
de pandora, pois os EUA não seriam os únicos a apresentar
pedidos. Até mesmo os analistas críticos ao NAFTA,
que o consideram desfavorável aos três países,
vêem a renegociação como inviável. Para
eles, o Canadá teria interesse em revisar suas concessões
sobre madeira e agricultura, ao passo que o México trataria
do tema da imigração.
O Canadá
e o petróleo
Stephen Harper, Primeiro Ministro do Canadá, assegurou que
não considera com seriedade as afirmações dos
candidatos democratas. Contudo, advertiu que caso haja qualquer
tipo de revisão do NAFTA, o Canadá também terá
muito a dizer.
O ministro de
comércio foi mais preciso e revelou que, na re-inauguração
do debate sobre o NAFTA, o Canadá também negociaria
o acesso estadunidense ao petróleo canadense. De acordo com
as disposições do NAFTA, no caso de uma crise de abastecimento
mundial, o Canadá estaria proibido de cortar o abastecimento
aos EUA, a menos que o faça nas mesmas proporções
para sua própria população.
México
não concorda com pré-candidatos
O governo mexicano não emitiu declarações oficiais
sobre as ameaças dos pré-candidatos democratas. Um
funcionário do governo afirmou que apesar de ainda existirem
desafios pendentes ao NAFTA, há também muitos fatores
positivos, razão pela qual o México seguiria apoiando
o acordo.
Tradução
e adaptação de texto originalmente publicado em Puentes
Quincenal, Vol. V, n. 5, 11 de mar. 2008.
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